Olhando o teu corpo, na minha mente
É a única forma que tenho de o ter aqui presente
Desejo-te tocar, em ti entrar,
A minha língua em ti penetrar...
Ouvir-te suspirar, louca de desejo
E eu louco por te tocar...
Sabes como os meus dedos se mexem...
Como as minhas mãos te tocam,
Como a minha língua se deixa ir
Na tua boca, nos teus lábios,
Nas tuas coxas, no meio das tuas pernas
Em toda Tu...
Amar-te, desejar-te, tocar-te, beijar-te...
Oh Deus, e o teu cheiro..?
Sabes como me enlouquece...
E o teu sabor...?
Oh Deus, como me apetece
Provar-te, saborear-te
Agarrar-te e penetrar-te
Dar-me a ti, amar-te
E tanto que te amo
Tanto que te quero
Tanto que te desejo
Tanto queria dar-te um beijo
Dentro de ti ficar
Entre as tuas coxas
As tuas pernas agarrar para eu mais poder entrar
Perder-me na tua boca
Abandonar-me no teu corpo
Agarrar o teu peito...
Os teus mamilos erectos de desejo
Entumescidos de prazer
Eu sou louco
E estou louco por te ter
Deixar os meus lábios viajar
No meio das tuas pernas me abandonar
E só querer te saborear...
Saborear, provar, trincar,
Tudo no teu corpo
É tudo o que eu quero amar
Agarrar, abraçar, beijar
Perder-me nesses teus olhos grandes
Enormes de amor por mim
No cheiro da tua nuca, nas curvas dos teus ombros
Enquanto as minhas mãos passeiam
Devaneiam, divagam e eu enlouqueço
Porque nada nunca me soube tão bem
Nem nunca fazer amor foi tão bom
E ouvir-te, ouvir todos os teus sons
Nessa voz linda, rouca de prazer
Tanto que te quero
Tanto que me sinto enlouquecer...
Agarro-me a ti, porque neste momento
Nós os dois amamo-nos na minha mente,
E estamos frente a frente
E eu, em ti, entro lentamente
Sentindo o teu calor e o teu desejo
Enquanto os nossos lábios, ao de leve,
Se tocam para o beijo
Em que as nossas línguas nos tornam um só
Em que nos movemos de encontro um ao outro
E nos amamos ardentemente...
E dizemos um ao outro
"Meu Deus, é tão bom!"
E nos entregamos e deixamos ir ainda mais
Para fora e para dentro
Para onde sempre quero ficar
Ficar dentro de ti para sempre...
Como te desejo,
E como te desejo neste momento...
Desejo-te loucamente
Desesperadamente
E neste momento o meu corpo e alma não estão aqui
E sim dentro de ti
Estou de olhos fechados
Os dois somos um na minha mente,
Onde te estou a amar enlouquecedoramente...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Como te desejo neste momento...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Noite Gélida Que Chega...
Imperatriz das mágoas do dia,
Que me agarrará com os seus braços gélidos,
E com as suas mãos frias estraçalhará o meu coração em agonia
Noite, traz a minha amante a mim...
Leva-me do sofrimento de ser Eu
Diz a quem eu amo que só a Ela amo
Pois sinto que não quero mais acordar quando chegar Morfeu
Só queria esquecer-me de que um dia existi
Esquecer-me de tudo em mim
Desaparecer num abismo sem fundo
Entregar-me para sempre a ti, meu Amor, ficar dentro de ti
Vem a mim, meu Amor
Sou teu e só contigo quero estar
No cheiro do teu corpo ser embalado
Na tua respiração esquecer a dôr...
Dentro de Mim....
É no esquecimento de mim,
No obliterar da minha identidade,
No questionar da minha sanidade,
Em algo longe e distante
Tão intenso quanto o bater no meu peito
Que te quero sentir aqui
É no despir-me e deitar-me no chão frio
Enrolado em mim
Nas lágrimas que verto do rosto,
Descendo para os meus lábios
Quentes, e tão frias, sinto-lhes o gosto
E quero sentir-te aqui
Entre o sono e a realidade, na demência da dormência
No sono agitado dos pesadelos da minha consciência
Em que partes para sempre e deixas de existir
Como se eu nunca te tivesse sentido
Como se o que sinto estivesse para sempre perdido
Que não desejo outra coisa que não a ti
É no teu corpo, quando te amo
Que te tento fazer sentir
Na doçura e na animalidade
(Como eu gosto de as ter contigo!)
Esquecendo-me da Razão, ardendo só a Paixão
E como eu queria que estivesses EM MIM...
Talvez soubesses então
O que é ser eu e sentir o que sinto por ti...
Sou Metade Sem Ti...
Do porquê, do lamento,
De te querer, de não te ter,
Da minha alma, sem o saber,
Já pertencer ao teu Ser
Julgando eu que ainda era só minha...
Queria o mais alto que pudesse, me erguer
Para, tudo em ti, por dentro me poder ver
E de onde quer que estivesses, me poderes abater,
E eu do alto cair, cair entregue a ti,
Ferido de morte, ferido de prazer,
Nas escarpas mais afiadas, feliz pelas tuas mãos morrer
Com os ossos quebrados, a carne rasgada
O envólucro que é o corpo, destruído e doado a ti
Porque te amo mais alto do que de onde caí
Porque a Alma ama, eterna, sem fim
E aí, sozinho comigo, expirando e cuspindo sangue
Apenas um pensamento ter: "SOU METADE SEM TI..."
A Ti... Bebe o meu Sangue / Come o meu Corpo
No Animal que rasga a carne, nervos e tendões e bebe o sangue,
No Monstro que sou, sem enganos, pois sei que o sou...
Magôo quem mais amo, as unhas cravam-se em quem eu mais quero,
O Desejo é Morte, o Amor é o canibalismo do Ser...
Os meus dedos enterram-se em ti,
Não por Ódio, porque o Ódio não existe
Por insanidade da metade que sou sem ti
Alucino, saio de mim...
Lágrimas...? Correm, como sempre as conheci...
É assim que sei que ainda estou vivo
E magoando-me a mim, ensandeço e cego-me
Quero morder-te, quero comer-te,
Cravar os meus dentes nos teus lábios
Engolir-te e ter-te para sempre dentro de mim...
E tudo o que eu quero é estar deitado, agarrado a ti
Mexer nos teus cabelos ruivos
Beijar-te sem fim...
O teu cheiro... Deus, o teu cheiro...
É como se fosse a minha outra parte de mim
E nunca provei um corpo que me fizesse sentir assim
Fora, tão fora de tudo o que conheci...
Inebriado, enlouqueço e esqueço
Esqueço-me que sou um Homem
E torno-me no Animal que está dentro de mim,
As narinas feridas do perfume que exala de ti
E só desejo rasgar a tua carne,
Abrir o teu corpo, abrir o meu
E, no sangue, na Vida e na Morte,
No Desejo e na Loucura,
Esquecer-me que existe este Mundo
Esquecer-me que sou capaz do pior
E só ficar agarrado a ti... a outra metade de mim.
Nunca tal o senti.
Só nós os dois, os dois sem fim...
sábado, 19 de janeiro de 2008
Sacerdotisa da Noite...
De negro, por entre as árvores ela caminhava
Pele de marfim e longos cabelos de ébano
Vulto de Deusa que, nas brumas, se desenhava
Não sei como a encontrei
Pois na Escuridão eu caminhava
Nesse trilho nos bosques que eu percorria
Apenas a Destruição me rodeava
E ela, a Mãe de todos de todos os Homens,
Com os seus olhos negros me olhou
E encontrei calma naquele olhar
E com a sua voz doce, então, me chamou
E as suas palavras eram luzes que dançavam
Como água num regato me as murmurou
Magia, poesia e feitiços que me encantavam
E em sons de brisa me os sussurrou
E ela, a Deusa-Mulher adorada
Em encantos tais me deixou
Que eu não quis mais caminhar sozinho
Desde que no meu caminho se cruzou
Pois encheu novamente o meu coração de Vida
E no seu olhar me disse "Entrega-te a mim"
Nos seus braços, então, me abandonei
E amei a minha Sacerdotisa da Noite de pele de marfim...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Em Ti, Me Perco...
Portais mágicos para outro Mundo
Espelhos de Luz na penumbra
São lagos límpidos na escuridão profunda
Perco-me nos teus lábios de Deusa adorada
Lembram-me uma rosa vermelha pelo orvalho molhada
Pétalas perfeitas que soltam o aroma doce no ar
Fonte de sussurros e murmúrios que desejo beijar
Perco-me na beleza dos teus longos cabelos negros
Que emolduram o teu rosto de magia e segredos
Quisera eu, com a minha mão, os poder afastar
Para a tua face poder acariciar
Perco-me no dócil e terno espírito que te ilumina
Na essência da Deusa que te distingue na neblina
Na beleza que emana do teu corpo e do teu ser
Na tua aura grácil que brilha de feminino poder
Cavaleiro-andarilho de alma pura
Contigo nos meus pensamentos me perco, então,
Poeta-guerreiro de negra armadura
Que, com a tua Luz, sonha na escuridão...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Encanto...
Que encantadora a tua atraente forma de ser
Que polarizas e me magnetizas
Fazendo-me imaginar-te mesmo sem te ver...
Que encantos carregarás dentro de ti?
E que feitiço é esse o do teu olhar?
Que magias carregarás nos teus lábios?
E a quem os irás todos revelar?
Porque gostarei tanto de te contemplar
Divagando nos dias com tão encantador prazer
Qual feiticeira que dança e me encanta
E da qual não me consigo esquecer...?
E, na noite, por de entre as árvores, ao ver-te aparecer
És a benção de Luz que brilha na escuridão
A forma feminina da Deusa iluminada pela Lua
E quem, linda Dama da Noite, fará arder o teu coração...?
E Sinto...
Paisagens de emoções
De picos altos e vales profundos
De rios tumultuosos
E calmas nascentes
De mares vastos
E oceanos rumorejantes
De dias de Sol
E nuvens trovejantes
De desertos gelados e escaldantes
De vulcões em erupção
E de outros ainda adormecidos sob o gelo esperando a explosão...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Além de ti...
Para além de ti,
Eu gosto dos teus olhos
Tão hipnotizantes e desconcertantes como tu
E de como conseguem ser tão expressivos
E quentes, quando queres...
Eu gosto dos teus cabelos
Brilhantes e perfumados
E do modo como os ajeitas
Para melhor ver o teu rosto...
Sim, o teu rosto é lindo.
Para além de ti,
Eu gosto dos teus ombros
Torneados e macios,
Tal como o teu peito
Quando respiras junto a mim...
E, nesses momentos,
Gosto do sussurro da tua voz
Quando me segredas ao ouvido
O que te faço sentir...
E há tanto para ouvir...!
Para além de ti,
Eu gosto dos teus lábios,
Qual pétalas de uma rosa molhada
E de como eles me beijam
De uma forma tão doce e delicada...
Eu gosto do teu sorriso,
Do que ele me faz sentir
E a alegria que sinto ao fazer-te sorrir...
Gosto de tocar a tua pele
Suave e perfumada,
E de beijar o teu pescoço
De forma apaixonada
Quando envolvo as tuas ancas com o meu braço
E te puxo para junto de mim...
E gosto de como te entregas
Sem receio, ao meu beijo
E da eternidade que dura
Esse momento...
E gosto do teu corpo quando se move
Nas linhas femininas que te desenham
No vazio etéreo da tela que é o Mundo
Com as suas formas e cores
Que nada mais são do que uma moldura
Quando olho para ti...
Para além disso,
Acho que ainda não te disse,
Eu gosto de ti...
Rosa-Poema
Nas tuas pétalas ainda molhadas
São gotas de sangue
São lágrimas choradas
Os teus espinhos que me ferem
E são a minha dôr
Eterna no coração
Eterna como o Amor
Em ti, rosa, bela flôr
Encontro-me a mim
E descubro a minha dôr
Em ti, rosa, bela flôr
Encontro-me a mim
E descubro o meu amor
Choro ao te olhar
Porque o teu verbo é Amar
Recordo-me de um outro tempo
Recordo-me de te sonhar
Agora que só a ti conheço
Continuo a chorar
Mesmo derramando lágrimas
Não lamento só saber Amar
Tu, rosa, és o Sofrimento
Tão bela e tão pura
A tua beleza é o meu tormento
Tu, rosa, és o Amor
Tão bela e tão pura
Não há beleza sem dôr...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Na Névoa...
E num derradeiro abraço se envolveram
Os dois corpos num vulto só
Onde as escarpas, na névoa, do Mar beberam
Ela, a Verdade lhe sussurrou
Ali, onde o Mar começa e a Terra terminou
O Vento as suas palavras devora
E, trémula, a mão dele segura
E um beijo na sua fronte pousou
Ela carrega a Noite no seu peito
E sente-se, na névoa, desfalecer
Nos ombros dele a cabeça repousa
E um derradeiro beijo quer receber
E, pela última vez, ele a beijou
Onde o Mar e a Terra estão unidos
E os seus olhos ficaram húmidos e chorou
Ao beijá-la nos seus lábios pálidos e enfraquecidos
E, então, o corpo dela desfaleceu
E a névoa das escarpas a levou
E dela, ele o último suspiro recebeu
E dentro do seu peito o guardou
Aquele último beijo foi há tanto tempo
Há tanto tempo foi que ele a beijou
Que ele morreu naquele momento
Quando a névoa das escarpas a levou...
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Festim com os Deuses
Celebrando a minha alma no Supremo Banquete
Ofertando-a a mim mesmo num festim na Casa de Pasto do Infinito
Buscando apenas o Templo da Palavra.
A glória divina do Senhor das Estrelas ofusca-me
Ardente no brilho da poeira cósmica atirada aos meus olhos
Nas vagas de um oceano selvagem
As quais se confundem com os vales e ondulações do meu cérebro...
Ahhh...! e na SuperNova acabada de nascer
Chora o Campeão absoluto da Existência Celestial...
Os trovões do Olimpo ressoam ao longe nas gargalhadas de Thor,
E eu busco ainda a Suprema Sacerdotisa do Esquecimento...
Eu e a Grande Irmã do Universo somos um só.
Oferto esta suprema celebração à não-compreensão do Cosmos,
À redundância do pobre Viajante dos Astros Divinos,
Embriagado graças ao néctar do dionísico deus Baco
Imerso em experiências sensoriais/prazeres carnais que ardem em mim!
Ahhh como são belas as filhas de Afrodite, suas discípulas ardentes
Lentamente derramadas em lânguidas curvas por sobre o meu corpo
Ah Divino Óleo de Perdição, Supremo Néctar de Adoração!
E como pode, então, o Comandante desta Nave Celestial não perder o rumo
Nem a Razão?!
E as sibilantes serpentes de Seth vagueiam pelos Jardins do Éden,
(Numa estranha contradição do Imaginariuum)
Brilhantes e infinitas, perdendo-se nos rios de mel e leite
Onde se banham as nuas Virgens Vestais.
Os altos-fornos de Vulcano forjam a Grande Espada!
E Marte, o Omnívoro Deus da Guerra Aries, aproxima-se de mim
E pede para compartilhar da minha taça, e beber também deste hidromel...
"Eu sou o Capitão dos Planetas! Eu sou o Grande Rei-Sangue!" - respondo-lhe.
E então passo-lhe a taça.
"Brindemos a Odin nos Portões de Valhalla!",
E bebo das mãos da bacante Filha da Água...
Na planície turva, ao longe, transformada em campo de batalha
(ou será num leito de Amor?)
A Última Guerreira da Estrada defronta o Novo Desafiador
(ou fazem Amor?)
Buscando os dois o Super-Ego Estelar no azul nuclear de feixes hertzianos.
As Montanhas da Grande Escarpa cantam e eu...
Eu danço e danço e danço e danço... e danço e rodopio
Magneticamente atraído pela minha própria animalidade...!
Ergonomicamente electrificado pela minha bestialidade...!
E é meu o Altar Espiritual...
"Apontem os holofotes para o Lagarto Prateado!
É ele quem chega com o Poeta Eléctrico e o Grande Xamã!"
Hoje é a noite d'O Milagre! Festejem, meus amigos!
As estrelas celestes ainda brilham
(mas todos sabemos que elas já se extinguiram...)
E a Feiticeira da Dança Animal possui-me na Roda de Fogo Ancestral
E eu, o Vagabundo da Eternidade, grito então para os meus Irmãos de Sangue:
"Eu, o Divino Poeta, nada mais sou do que um Demente Pateta...!
Invocai o Supremo Palhaço Dourado das Estrelas
E serei Eu quem aparecerá, cavalgando um cometa!"
E já só distingo os vultos de formas femininas que dançam comigo,
Que me tocam e possuem com os seus corpos de deleite carnal
Que me levam para lá do meu Espírito Animal...
E às Valquírias que me carregam para Aesgaard apenas digo:
"Amem-me, tomem-me, mas não se esqueçam da minha Taça!!"
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
O Cisne
Como escorreram quando vi o Cisne morrer.
Aquele Cisne que morria só na escuridão...
Desejo o teu sorriso
E, num sonho, concretizo
Tudo o que sempre quis.
"Enfim o descanso...", pensei.
"Finalmente um lago manso...", desejei.
E via o Cisne morrer só na escuridão...
E então as suas asas agitaram o ar!
A Lua, até então calma no lago a brilhar,
Perdeu a sua forma com o Cisne a suspirar!
Anéis excêntricos apareceram na superfície, abrindo-se sem parar,
E então ouvi o seu canto... e, ao longe, os sinos dobrar.
E senti, no meu rosto, lágrimas escorrer
Porque vi o Cisne, então, emudecer...
Lágrimas derramadas por ver o teu sorriso desaparecer...
Nada mais que um reflexo que o Cisne levou ao morrer...
domingo, 23 de dezembro de 2007
Miragens...
Silhuetas que dançam saúdam um novo dia
As sombras movem-se e os contornos tomam forma
Os teus cabelos soltos são jóias que me adornam
Lábios adormecidos acordam por momentos
Sedentos de provar as curvas do teu corpo
Perfumes esquecidos pairam no ar
Desejos que a memória faz perdurar
Estarás aqui? Desejo que não.
Ouço o meu nome e estendo a minha mão
Mas só alcanço o Vazio e descubro, então,
Que as areias do deserto se transformaram na minha ilusão...
Hipnotizado
Paralisado
Embriagado
Enganado
São miragens de uma noite de sonho
As imagens que sobreponho às dunas deste deserto
Nada senão areia e escuridão
Transformadas no teu corpo
Caprichos da minha imaginação...
E as palavras que não se encontram
Para gritar a desilusão
Transformam-se em lágrimas
Na areia, derramada a solidão...
O vácuo preenche algo que já não existe
E então grito para mim,
Insistentemente, "A Esperança persiste!"
No meio deste deserto há um jardim.
É algo que sei pois já estive aqui,
No alvorecer de uma outra noite,
No começo de um outro Fim...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Acredita em Mim...
Dias sem a Tua beleza
Mas luto e estou todos os dias aqui...
Estou a dar tudo o que tenho
Amor, eu só Te quero a Ti
O meu coração bate
Mas não o sinto sem Ti
Por favor, acredita-me
Pois só preciso que Tu
Acredites em mim
Para os Teus sonhos verdade tornar
Junto a Ti
Tudo farei para o Paraíso encontrar
E só desejo que estejas junto a mim
O meu coração bate
Mas não o sinto sem Ti
Por favor, acredita-me
Pois só preciso que Tu
Acredites em mim...
sábado, 15 de dezembro de 2007
O Murmúrio da Noite...
Caem para abismos silenciados
E os lobos afiam as garras
Esta é a altura em que tenho medo e choro
Esta é a altura em que quero correr
Em direcção a Ti
Pois capturaste-me
No teu espírito
Fui capturado para dentro de Ti
A luz desaparece das janelas
E as velas apagam-se... mas não há vento
A tristeza aproxima-se lentamente
E choro e quero correr para Ti
Pois capturaste-me
No teu sorriso
Fui capturado para dentro de Ti
E assim passam os dias do arco-íris perdido
E eis que surgem as noites das estrelas que dançam
E subo, escalo montanhas
E, no céu, relâmpagos apontam para Ti
No caminho, tropeço mas corro sempre
Em direcção a Ti
Pois capturaste-me
Nos teus olhos
Fui capturado para dentro de Ti
E chega o reino da noite aos céus
E os mares estão embriagados e rugem
Carruagens de Anjos colidem e eu choro
Corro e correrei sempre
Em direcção a Ti
Pois capturaste-me
Na tua alma
Fui capturado para dentro de Ti...
(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)
Nos Meus Braços...
E o Sol ilumina-a tão radiantemente
Quisera eu que os meus desejos se tornassem realidade
E o meu coração não chorasse
Não há Felicidade sem Ela
Pois é Ela
Quem eu Amo, quem eu Amo de Paixão
Quero-te tanto nos meus braços
Junto ao meu coração
E tanto luto todos os dias
E o meu coração não A esquece nunca
E continua a verter lágrimas na solidão
Porque é Ela a minha adoração
Não há Felicidade sem Ela
Pois é Ela
Quem eu Amo, quem eu Amo de Paixão
Quero-te tanto nos meus braços
Junto ao meu coração...
(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)
Senhora do Meu Coração...
Prometes não contá-lo a mais ninguém
Guarda-lo-ás e mantê-lo-ás vivo, em ti?
Porque este vazio no meu coração
Não me deixa dormir
E não consigo estar sem ti ao meu lado
Neste mundo em rotação
Porque ele não pára de rodar
E o meu coração não pára de bater
Por tanto Te Amar
Porque o Amor vence tudo
E nesta intersecção de cruzamentos horizontais e verticais
O único caminho de que estou certo
É o que me leva em tua direcção
Como o som das asas
Do voo de uma ave
Que, no Ar, te transporta a minha oração
Sem nunca nem olhar para o chão
Até Ti e ao teu coração
Pois o Amor é como uma queda d'água
E a corrente do rio que se apressa em cima
É exactamente a mesma que acalma depois de cair
E o meu rio segue sempre em tua direcção
Pois o Amor vence tudo
E tudo conquista o Amor
E tu és a Senhora do meu Coração...
(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Mais Um Dia...
Contigo dentro de mim
Estes dias são os mais solitários que alguma vez tive
Mais um dia sem ti
E dias assim deveriam ser banidos
São dias que não quero mais
Os dias mais solitários da minha vida...
E dias sem ti
Nem deveriam existir
São dias dos quais nunca sentirei falta
Mais um dia solitário
A pensar em ti
E a olhar a Lua sozinho
São os dias mais solitários da minha vida...
E se partires, quero partir contigo
E se o Mundo acabar, quero estar ao teu lado
Toma a minha mão e leva-me contigo
Para longe dos dias mais solitários da minha vida...
Mais um dia sem ti...
Mais um dia em que agradeço ter sobrevivido...
(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)
