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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Como te desejo neste momento...

Olhando o teu corpo, na minha mente
É a única forma que tenho de o ter aqui presente
Desejo-te tocar, em ti entrar,
A minha língua em ti penetrar...
Ouvir-te suspirar, louca de desejo
E eu louco por te tocar...
Sabes como os meus dedos se mexem...
Como as minhas mãos te tocam,
Como a minha língua se deixa ir
Na tua boca, nos teus lábios,
Nas tuas coxas, no meio das tuas pernas
Em toda Tu...
Amar-te, desejar-te, tocar-te, beijar-te...
Oh Deus, e o teu cheiro..?
Sabes como me enlouquece...
E o teu sabor...?
Oh Deus, como me apetece
Provar-te, saborear-te
Agarrar-te e penetrar-te
Dar-me a ti, amar-te
E tanto que te amo
Tanto que te quero
Tanto que te desejo
Tanto queria dar-te um beijo
Dentro de ti ficar
Entre as tuas coxas
As tuas pernas agarrar para eu mais poder entrar
Perder-me na tua boca
Abandonar-me no teu corpo
Agarrar o teu peito...
Os teus mamilos erectos de desejo
Entumescidos de prazer
Eu sou louco
E estou louco por te ter
Deixar os meus lábios viajar
No meio das tuas pernas me abandonar
E só querer te saborear...
Saborear, provar, trincar,
Tudo no teu corpo
É tudo o que eu quero amar
Agarrar, abraçar, beijar
Perder-me nesses teus olhos grandes
Enormes de amor por mim
No cheiro da tua nuca, nas curvas dos teus ombros
Enquanto as minhas mãos passeiam
Devaneiam, divagam e eu enlouqueço
Porque nada nunca me soube tão bem
Nem nunca fazer amor foi tão bom
E ouvir-te, ouvir todos os teus sons
Nessa voz linda, rouca de prazer
Tanto que te quero
Tanto que me sinto enlouquecer...
Agarro-me a ti, porque neste momento
Nós os dois amamo-nos na minha mente,
E estamos frente a frente
E eu, em ti, entro lentamente
Sentindo o teu calor e o teu desejo
Enquanto os nossos lábios, ao de leve,
Se tocam para o beijo
Em que as nossas línguas nos tornam um só
Em que nos movemos de encontro um ao outro
E nos amamos ardentemente...
E dizemos um ao outro
"Meu Deus, é tão bom!"
E nos entregamos e deixamos ir ainda mais
Para fora e para dentro
Para onde sempre quero ficar
Ficar dentro de ti para sempre...
Como te desejo,
E como te desejo neste momento...
Desejo-te loucamente
Desesperadamente
E neste momento o meu corpo e alma não estão aqui
E sim dentro de ti
Estou de olhos fechados
Os dois somos um na minha mente,
Onde te estou a amar enlouquecedoramente...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Noite Gélida Que Chega...

E eis que chega a noite,
Imperatriz das mágoas do dia,
Que me agarrará com os seus braços gélidos,
E com as suas mãos frias estraçalhará o meu coração em agonia

Noite, traz a minha amante a mim...
Leva-me do sofrimento de ser Eu
Diz a quem eu amo que só a Ela amo
Pois sinto que não quero mais acordar quando chegar Morfeu


Só queria esquecer-me de que um dia existi
Esquecer-me de tudo em mim
Desaparecer num abismo sem fundo
Entregar-me para sempre a ti, meu Amor, ficar dentro de ti


Vem a mim, meu Amor
Sou teu e só contigo quero estar
No cheiro do teu corpo ser embalado
Na tua respiração esquecer a dôr...

Dentro de Mim....

É no esquecimento de mim,
No obliterar da minha identidade,
No questionar da minha sanidade,
Em algo longe e distante
Tão intenso quanto o bater no meu peito
Que te quero sentir aqui


É no despir-me e deitar-me no chão frio
Enrolado em mim
Nas lágrimas que verto do rosto,
Descendo para os meus lábios
Quentes, e tão frias, sinto-lhes o gosto
E quero sentir-te aqui

Entre o sono e a realidade, na demência da dormência
No sono agitado dos pesadelos da minha consciência
Em que partes para sempre e deixas de existir
Como se eu nunca te tivesse sentido
Como se o que sinto estivesse para sempre perdido
Que não desejo outra coisa que não a ti

É no teu corpo, quando te amo
Que te tento fazer sentir
Na doçura e na animalidade
(Como eu gosto de as ter contigo!)
Esquecendo-me da Razão, ardendo só a Paixão
E como eu queria que estivesses EM MIM...

Talvez soubesses então
O que é ser eu e sentir o que sinto por ti...

Sou Metade Sem Ti...

Atormento-me no tormento
Do porquê, do lamento,
De te querer, de não te ter,
Da minha alma, sem o saber,
Já pertencer ao teu Ser
Julgando eu que ainda era só minha...


Queria o mais alto que pudesse, me erguer
Para, tudo em ti, por dentro me poder ver
E de onde quer que estivesses, me poderes abater,
E eu do alto cair, cair entregue a ti,
Ferido de morte, ferido de prazer,
Nas escarpas mais afiadas, feliz pelas tuas mãos morrer


Com os ossos quebrados, a carne rasgada
O envólucro que é o corpo, destruído e doado a ti
Porque te amo mais alto do que de onde caí
Porque a Alma ama, eterna, sem fim
E aí, sozinho comigo, expirando e cuspindo sangue
Apenas um pensamento ter:
"SOU METADE SEM TI..."

A Ti... Bebe o meu Sangue / Come o meu Corpo

Na Besta que se esconde e se revela no mais hediondo,
No Animal que rasga a carne, nervos e tendões e bebe o sangue,
No Monstro que sou, sem enganos, pois sei que o sou...
Magôo quem mais amo, as unhas cravam-se em quem eu mais quero,
O Desejo é Morte, o Amor é o canibalismo do Ser...
Os meus dedos enterram-se em ti,
Não por Ódio, porque o Ódio não existe
Por insanidade da metade que sou sem ti
Alucino, saio de mim...
Lágrimas...? Correm, como sempre as conheci...
É assim que sei que ainda estou vivo
E magoando-me a mim, ensandeço e cego-me
Quero morder-te, quero comer-te,
Cravar os meus dentes nos teus lábios
Engolir-te e ter-te para sempre dentro de mim...
E tudo o que eu quero é estar deitado, agarrado a ti
Mexer nos teus cabelos ruivos
Beijar-te sem fim...
O teu cheiro... Deus, o teu cheiro...
É como se fosse a minha outra parte de mim
E nunca provei um corpo que me fizesse sentir assim
Fora, tão fora de tudo o que conheci...
Inebriado, enlouqueço e esqueço
Esqueço-me que sou um Homem
E torno-me no Animal que está dentro de mim,
As narinas feridas do perfume que exala de ti
E só desejo rasgar a tua carne,
Abrir o teu corpo, abrir o meu
E, no sangue, na Vida e na Morte,
No Desejo e na Loucura,
Esquecer-me que existe este Mundo
Esquecer-me que sou capaz do pior
E só ficar agarrado a ti... a outra metade de mim.
Nunca tal o senti.
Só nós os dois, os dois sem fim...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Sacerdotisa da Noite...

Encontrei-a numa de muitas manhãs frias e solitárias
De negro, por entre as árvores ela caminhava
Pele de marfim e longos cabelos de ébano
Vulto de Deusa que, nas brumas, se desenhava

Não sei como a encontrei
Pois na Escuridão eu caminhava
Nesse trilho nos bosques que eu percorria
Apenas a Destruição me rodeava

E ela, a Mãe de todos de todos os Homens,
Com os seus olhos negros me olhou
E encontrei calma naquele olhar
E com a sua voz doce, então, me chamou

E as suas palavras eram luzes que dançavam
Como água num regato me as murmurou
Magia, poesia e feitiços que me encantavam
E em sons de brisa me os sussurrou

E ela, a Deusa-Mulher adorada
Em encantos tais me deixou
Que eu não quis mais caminhar sozinho
Desde que no meu caminho se cruzou

Pois encheu novamente o meu coração de Vida
E no seu olhar me disse "Entrega-te a mim"
Nos seus braços, então, me abandonei
E amei a minha Sacerdotisa da Noite de pele de marfim...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Em Ti, Me Perco...

Perco-me nos teus olhos sem fundo
Portais mágicos para outro Mundo
Espelhos de Luz na penumbra
São lagos límpidos na escuridão profunda

Perco-me nos teus lábios de Deusa adorada
Lembram-me uma rosa vermelha pelo orvalho molhada
Pétalas perfeitas que soltam o aroma doce no ar
Fonte de sussurros e murmúrios que desejo beijar

Perco-me na beleza dos teus longos cabelos negros
Que emolduram o teu rosto de magia e segredos
Quisera eu, com a minha mão, os poder afastar
Para a tua face poder acariciar

Perco-me no dócil e terno espírito que te ilumina
Na essência da Deusa que te distingue na neblina
Na beleza que emana do teu corpo e do teu ser
Na tua aura grácil que brilha de feminino poder

Cavaleiro-andarilho de alma pura
Contigo nos meus pensamentos me perco, então,
Poeta-guerreiro de negra armadura
Que, com a tua Luz, sonha na escuridão...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Encanto...

Oh doce espírito feminino, filha sagrada da Deusa
Que encantadora a tua atraente forma de ser
Que polarizas e me magnetizas
Fazendo-me imaginar-te mesmo sem te ver...

Que encantos carregarás dentro de ti?
E que feitiço é esse o do teu olhar?
Que magias carregarás nos teus lábios?
E a quem os irás todos revelar?

Porque gostarei tanto de te contemplar
Divagando nos dias com tão encantador prazer
Qual feiticeira que dança e me encanta
E da qual não me consigo esquecer...?

E, na noite, por de entre as árvores, ao ver-te aparecer
És a benção de Luz que brilha na escuridão
A forma feminina da Deusa iluminada pela Lua
E quem, linda Dama da Noite, fará arder o teu coração...?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Além de ti...

Deixa-me dizer-te do que gosto em ti...
Para além de ti,
Eu gosto dos teus olhos
Tão hipnotizantes e desconcertantes como tu
E de como conseguem ser tão expressivos
E quentes, quando queres...
Eu gosto dos teus cabelos
Brilhantes e perfumados
E do modo como os ajeitas
Para melhor ver o teu rosto...
Sim, o teu rosto é lindo.
Para além de ti,
Eu gosto dos teus ombros
Torneados e macios,
Tal como o teu peito
Quando respiras junto a mim...
E, nesses momentos,
Gosto do sussurro da tua voz
Quando me segredas ao ouvido
O que te faço sentir...
E há tanto para ouvir...!
Para além de ti,
Eu gosto dos teus lábios,
Qual pétalas de uma rosa molhada
E de como eles me beijam
De uma forma tão doce e delicada...
Eu gosto do teu sorriso,
Do que ele me faz sentir
E a alegria que sinto ao fazer-te sorrir...
Gosto de tocar a tua pele
Suave e perfumada,
E de beijar o teu pescoço
De forma apaixonada
Quando envolvo as tuas ancas com o meu braço
E te puxo para junto de mim...
E gosto de como te entregas
Sem receio, ao meu beijo
E da eternidade que dura
Esse momento...
E gosto do teu corpo quando se move
Nas linhas femininas que te desenham
No vazio etéreo da tela que é o Mundo
Com as suas formas e cores
Que nada mais são do que uma moldura
Quando olho para ti...
Para além disso,
Acho que ainda não te disse,
Eu gosto de ti...

Rosa-Poema

Gotas de orvalho
Nas tuas pétalas ainda molhadas
São gotas de sangue
São lágrimas choradas

Os teus espinhos que me ferem
E são a minha dôr
Eterna no coração
Eterna como o Amor

Em ti, rosa, bela flôr
Encontro-me a mim
E descubro a minha dôr

Em ti, rosa, bela flôr
Encontro-me a mim
E descubro o meu amor

Choro ao te olhar
Porque o teu verbo é Amar
Recordo-me de um outro tempo
Recordo-me de te sonhar

Agora que só a ti conheço
Continuo a chorar
Mesmo derramando lágrimas
Não lamento só saber Amar

Tu, rosa, és o Sofrimento
Tão bela e tão pura
A tua beleza é o meu tormento

Tu, rosa, és o Amor
Tão bela e tão pura
Não há beleza sem dôr...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Na Névoa...



E num derradeiro abraço se envolveram
Os dois corpos num vulto só
Onde as escarpas, na névoa, do Mar beberam
Ela, a Verdade lhe sussurrou

Ali, onde o Mar começa e a Terra terminou
O Vento as suas palavras devora
E, trémula, a mão dele segura
E um beijo na sua fronte pousou

Ela carrega a Noite no seu peito
E sente-se, na névoa, desfalecer
Nos ombros dele a cabeça repousa
E um derradeiro beijo quer receber

E, pela última vez, ele a beijou
Onde o Mar e a Terra estão unidos
E os seus olhos ficaram húmidos e chorou
Ao beijá-la nos seus lábios pálidos e enfraquecidos

E, então, o corpo dela desfaleceu
E a névoa das escarpas a levou
E dela, ele o último suspiro recebeu
E dentro do seu peito o guardou

Aquele último beijo foi há tanto tempo
Há tanto tempo foi que ele a beijou
Que ele morreu naquele momento
Quando a névoa das escarpas a levou...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O Cisne

Fizeste as lágrimas do Amor escorrer
Como escorreram quando vi o Cisne morrer.
Aquele Cisne que morria só na escuridão...
Desejo o teu sorriso
E, num sonho, concretizo
Tudo o que sempre quis.
"Enfim o descanso...", pensei.
"Finalmente um lago manso...", desejei.
E via o Cisne morrer só na escuridão...
E então as suas asas agitaram o ar!
A Lua, até então calma no lago a brilhar,
Perdeu a sua forma com o Cisne a suspirar!
Anéis excêntricos apareceram na superfície, abrindo-se sem parar,
E então ouvi o seu canto... e, ao longe, os sinos dobrar.
E senti, no meu rosto, lágrimas escorrer
Porque vi o Cisne, então, emudecer...
Lágrimas derramadas por ver o teu sorriso desaparecer...
Nada mais que um reflexo que o Cisne levou ao morrer...

domingo, 23 de dezembro de 2007

Miragens...

Céu deserto com formas vazias
Silhuetas que dançam saúdam um novo dia
As sombras movem-se e os contornos tomam forma
Os teus cabelos soltos são jóias que me adornam
Lábios adormecidos acordam por momentos
Sedentos de provar as curvas do teu corpo
Perfumes esquecidos pairam no ar
Desejos que a memória faz perdurar
Estarás aqui? Desejo que não.
Ouço o meu nome e estendo a minha mão
Mas só alcanço o Vazio e descubro, então,
Que as areias do deserto se transformaram na minha ilusão...

Hipnotizado
Paralisado
Embriagado
Enganado

São miragens de uma noite de sonho
As imagens que sobreponho às dunas deste deserto
Nada senão areia e escuridão
Transformadas no teu corpo
Caprichos da minha imaginação...
E as palavras que não se encontram
Para gritar a desilusão
Transformam-se em lágrimas
Na areia, derramada a solidão...
O vácuo preenche algo que já não existe
E então grito para mim,
Insistentemente, "A Esperança persiste!"
No meio deste deserto há um jardim.
É algo que sei pois já estive aqui,
No alvorecer de uma outra noite,
No começo de um outro Fim...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A Natureza do Amor

1. A Natureza do Amor: O Amor Romântico
O Amor Romântico é tido como um status ético e metafísico superior, mais do que a atracção física e sexual por si só.

A ideia de Amor Romântico tem origem na tradição Platónica de que o Amor é o desejo pela beleza - um valor que transcende as particularidades do corpo físico. Para Platão, o amor à beleza culmina no amor à filosofia, que persegue a capacidade superior de pensar do Homem.

O Amor Romântico dos Cavaleiros e Damas emergiu nos primórdios da Idade Medieval [França, séc. XI, fine amour), um eco filosófico de ambos os conceitos Platónico e Aristotélico e, literalmente, uma derivação do poeta Romano Ovídio e da sua Ars Amatoria. O Amor Romântico, em teoria, não deveria ser consumado pois tal Amor seria motivado por um profundo e transcendental respeito pela Dama; no entanto, foi activamente perseguido nos feitos de Cavalaria, em detrimento da simples contemplação - um claro contraste com a perseguição sensual persistente das conquistas sobre que Ovídio disserta!

O Amor Romântico moderno retorna à versão Aristotélica do amor especial que duas pessoas encontram nas virtudes uma da outra - "uma alma e dois corpos", como tão poeticamente coloca Aristóteles. É um Amor considerado como de status superior, etica, estetica e mesmo metafisicamente ao apregoado e descrito pelos comportamentalistas/behavioristas e físicalistas.

2. A Natureza do Amor: Físico, Emocional, Espiritual
Há quem defenda que o Amor é físico, i.e., de que o Amor não passa de uma mera resposta física a Outro, por quem o agente se sente fisicamente atraído. Consequentemente, a acção de Amar compreenderá um espectro alargado de comportamentos, o que inclui cuidar, ouvir, estar disponível para, dar prioridade em relação aos outros, e assim por diante (esta seria a visão dos comportamentalistas/behavioristas)...

Outros (deterministas físicos, geneticistas) reduzem todas as considerações sobre o Amor à motivação física do impulso sexual - o simples instinto sexual que é partilhado por todas as entidades vivas complexas, e que pode, no caso dos Humanos, ser direccionado conscientemente, subconscientemente ou pré-racionalmente para um potencial companheiro ou objecto de gratificação sexual.
Os deterministas físicos, que vêem o Mundo como inteiramente físico e que cada evento tem um a prior (causa física), consideram o Amor como uma extensão de constituintes químico-biológicos da criatura humana e é explicado de acordo com esses processos. Segundo esta visão, os geneticistas podem invocar que a teoria de que os genes (o ADN de um indivíduo) formam os critérios determinantes em qualquer escolha romântica putativa ou sexual, especialmente considerando a escolha de um parceiro para o acasalamento. No entanto, um problema surge para esses que proclamam que o Amor é passível de redução à atracção física por um potencial parceiro, ou aos laços familiares de sangue e parentesco que reforçam o amor filial: é que essa definição não capta os afectos entre aqueles que não podem ou não desejam reproduzir-se - poderá então, explicar o eros (do Grego erasthai, termo usado para referir a parte do Amor constituída por um desejo intenso e apaixonado por algo; também conotado com desejo sexual, daí a noção moderna de 'erótico', também do Grego erotikos), mas não philia (uma simpatia ou apreço pelo Outro) ou agape (referente ao amor paternal de Deus pelo Homem e deste por Deus, podendo também incorporar um amor fraternal por toda a Humanidade).

O behaviorismo, que ramificou da Teoria da Mente e rejeita o Dualismo Cartesiano entre Corpo e Mente, defende que o Amor é constituído por uma série de acções e preferências que são observáveis no próprio e nos outros. A teoria behaviorista de que o Amor é observável (de acordo com os traços comportamentais reconhecíveis e correspondentes aos "actos de amor") sugere também que o mesmo é teoreticamente quantificável do seguinte modo: que A age de uma certa maneira (acções X, Y, Z) quando perto de B, mais do que age quando perto de C, o que sugere que A 'ama' mais B do que C. O problema com a visão comportamentalista do Amor é que é susceptível à crítica pertinente de que as acções do indivíduo não expressam necessariamente o seu estado interior ou as suas emoções - A pode ser, na realidade, um excelente actor!
Os behavioristas radicais, tal como B.F. Skinner, argumentam que os comportamentos observável e não-observável, tais como os estados mentais, podem ser analisados a partir de uma conjuntura comportamentalista, tendo em conta as leis do condicionamento. Segundo esta perspectiva, o indivíduo pode 'apaixonar-se' ("fall in love") sem ser reconhecido pelo observador casual, embora o acto de 'estar apaixonado' ("being in love") possa ser examinado através dos acontecimentos e condições que conduziram a que o sujeito fosse levado a crer que 'amava': o que pode incluir a teoria de que 'estar apaixonado' será uma reacção fortíssima a um conjunto de condições altamente positivas no comportamento ou presença do Outro.

O Amor expressionista tem semelhanças com o behaviorismo, tendo em conta que o Amor é considerado uma expressão de um conjunto de actos dirigido a um 'amado', que poderão ser comunicados através de linguagem (palavras, poesia, música) ou comportamento (oferecer flores, doar um rim), mas sendo o dito cujo um reflexo de um estado emocional interno em detrimento de uma exibição de respostas físicas a estímulos.

Ainda nesta linha de pensamento, há quem considere o Amor como uma resposta espiritual, o reconhecimento de uma alma que completa a própria alma, complementando-a ou aumentando-a. A visão espiritualista do Amor incorpora noções místicas, bem como românticas tradicionais, mas rejeita as explicações comportamentalistas e físicalistas.

Aqueles que consideram o Amor como uma resposta estética defendem que, o mesmo, é reconhecível através do sentimento consciente e emocional que provoca no indivíduo, embora não possa ser captado em termos de linguagem descritiva e racional. Será, sim, para ser captado através de metáforas ou música.

3. Amor: Ética e Política
Os aspectos éticos no Amor envolvem a adequação/propriedade moral do Amar, bem como das formas que tal deve ou não deve tomar. Este campo levanta questões tais como: será eticamente aceitável amar um objecto, ou amar-se a si próprio? Será o amor a si próprio ou a outro um dever? Deverá o sujeito mentalmente ético dirigir o seu amor para todas as pessoas de uma forma igual? Será o amor parcial moralmente aceitável ou permissível (i.e., não necessariamente 'certo' mas 'desculpável')? Deverá o Amor só envolver aqueles com quem o agente poderá encetar uma relação com significado? Deverá o Amor aspirar a transcender o desejo sexual ou as aparências físicas? Poderão as noções de amor sexual e romântico aplicar-se a parceiros do mesmo sexo?
Algumas das questões levantadas extravasam naturalmente para a ética do sexo, que lida com o adequamento da actividade sexual, reprodução, actividades hetero e homossexual, e assim por diante.

Na área da filosofia política, o Amor pode ser estudado a partir de uma míriade de perspectivas. Por exemplo, alguns podem perspectivar o Amor como uma expressão de dominância social de um grupo (machos) sobre outro (fêmeas), na qual a linguagem socialmente construída e a 'etiqueta' do Amor é concebida para reforçar o poder masculino e retirar poder ao grupo feminino. Segundo esta teoria, o Amor é produto do Patriarcado e os seus actos análogos à visão de Marx sobre a Religião ("O Ópio do Povo") de que o "Amor é o Ópio das Mulheres". É óbvio que esta teoria é muito mais atractiva para Feministas e Marxistas, os quais vêem as relações sociais (e toda a panóplia de cultura, linguagem, política, instituições) como reflexo de estruturas sociais mais profundas que dividem as pessoas em classes, sexos e raças.

...

Aqui ficou, então, um pequeno resumo dos principais elementos que encontrei sobre a Natureza do Amor.
Verifiquei, nesta busca de conceitos e variadas explicações, que o Amor é algo de tão grandioso e importante para o Ser Humano e suas considerações existenciais emocionais e intelectuais que alcança campos filosóficos variados, mormente teorias da Natureza Humana, do Próprio e da Mente.
A Linguagem do Amor é igualmente vasta e abrangente a várias culturas e Línguas humanas (envolvendo mesmo a Linguística na asserção da noção do conceito e sua expressão em cada idioma humano existente), merecendo cada uma delas um estudo mais aprofundado a fim de melhor podermos entender este maravilhoso "ideal" a que chamamos... AMOR.

E tudo isto por Amor a Alguém, numa tentativa (que descubro agora ter sido vã) de tentar entender e racionalizar a minha questão porque Amo quem eu Amo e só a Ela desejo?

(Mas continuo sem saber explicar porque Amo quem eu Amo, e porque continuo a Amá-la e a desejar estar com Ela, nem esta Tristeza de não estar com Ela... o Meu Amor)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Acredita em Mim...

Amor Meu, que tristeza
Dias sem a Tua beleza
Mas luto e estou todos os dias aqui...
Estou a dar tudo o que tenho
Amor, eu só Te quero a Ti

Não sei mais que fazer
O meu coração bate
Mas não o sinto sem Ti
Por favor, acredita-me
Pois só preciso que Tu
Acredites em mim

Noites sem dormir, dias a lutar
Para os Teus sonhos verdade tornar
Junto a Ti
Tudo farei para o Paraíso encontrar
E só desejo que estejas junto a mim

Não sei mais que fazer
O meu coração bate
Mas não o sinto sem Ti
Por favor, acredita-me
Pois só preciso que Tu
Acredites em mim...


(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Um Amor de Vida Real... A Ti

Olá, Meu Amor...
As saudades são muitas, e o meu único consolo (na medida do possível) é escrever, escrever e escrever...
Escrevo textos aqui no blog, poesias, escrevo poemas para Ti... Escrevo e deixo para a posteridade o que sinto, o que me fazes sentir... Enfim, qualquer coisa que me faça sentir ligado a Ti de alguma forma.

Sonho contigo todas as noites e não sei como o evitar. Porque Tu estás dentro de mim, fazes parte de mim, e nem a distância consegue impedir que o meu coração e a minha mente estejam ligados a Ti.
Como fazer para evitar que me apareças todas as noites nos meus sonhos...? Neles falo contigo todas as noites..., vejo-te, beijo-te e abraço-te e... fazemos amor...

Estou ligado a Ti até ao final das nossas vidas. Que, um dia, ao olhares para trás, me recordes com carinho e que saibas que sempre Te Amei, que Te Amo e que sempre Te Amarei... ATÉ AO INFINITO E POR TODA A ETERNIDADE!
É algo impossível de descrever... AMO-TE TANTO! E TANTO QUE TE AMO...! Que triste... Nunca o saberás. Deixarei esta pequena prosa escrita a negro contra um fundo negro... Quem sabe, um dia alguém a leia e venhas a saber...
Os poemas que escrevo são o que sinto, o que me fazes sentir... Estou ligado a Ti para além da compreensão. São "teus" estes poemas, pois os meus sentimentos e o meu Amor por Ti é transcrito neles.
Um Amor que descubro ser maior que a Vida... Pois este será o meu Testamento para Ti:

A Ti, Te deixo o meu pedido de perdão.
A Ti, Te deixo o meu Amor.
A Ti, Te deixo o meu coração.
A Ti, Te deixo o meu calor.
A Ti, nunca deixarei de Amar.
A Ti, da minha Alma sou doador.
A Ti, sempre continuarei a desejar.
A Ti, Amar-Te-ei sempre com todo o meu ardor.

Nada te peço aqui... apenas quero que saibas que nesta Vida há/houve alguém que Te deseja muito, que Te quer muito e que, por maior que seja a distância ou a ausência de contacto, não Te consegue esquecer e continua a Amar-Te... E que continua a lutar todos os dias por tentar reconquistar-Te.

Falaste que "amor de novela" não existe. Pois não, nem eu nunca disse isso. Mas existe o que sinto por Ti, e não é "amor de novela"...
Sempre me recusei a ver novelas por alguma razão... O que chamam de "Amor" nessas novelas não passa disso mesmo.... de novela.

Existe este Amor de "vida real", de altos e baixos, de obstáculos a ultrapassar e desafios a vencer, mas para isso... eu sozinho não basto.
Existe este Amor de "vida real" em que os dois lutando por ele nunca acabará, mas para isso... eu sozinho não basto.
Existe este Amor de "vida real", vivido e sentido e real como a Vida, imperfeito como ela, mas que existe e sempre existirá, tal como ela... mas para isso... eu sozinho não basto.
Pudera eu fazer-Te entender e ver isto, e juntos resolveríamos tudo com a força do nosso Amor, lutando como se luta nesta Vida...
Dizes-me que "choras de saudade"... O que é pior? Chorar uma Saudade que nunca se poderá recuperar, ou chorar uma Saudade/Amor pela qual se pode lutar e te recusas simplesmente sequer a considerar...?
Deixo para a posteridade esta questão...

És a minha Musa, a minha Deusa, a Mulher que eu Amo e sempre amarei, a minha esposa eterna, a minha companheira mesmo na Tua ausência.
Nenhuma mais eu quero. Nenhuma mais desejo.
NÃO É POR NÃO TE VER QUE TE DEIXO DE AMAR. AMO-TE POR TODA A MINHA VIDA, MEU AMOR... ATÉ AO INFINITO E POR TODA A ETERNIDADE!


(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)

O Murmúrio da Noite...

Torres de marfim desmoronam-se
Caem para abismos silenciados
E os lobos afiam as garras
Esta é a altura em que tenho medo e choro
Esta é a altura em que quero correr
Em direcção a Ti
Pois capturaste-me
No teu espírito
Fui capturado para dentro de Ti

A luz desaparece das janelas
E as velas apagam-se... mas não há vento
A tristeza aproxima-se lentamente
E choro e quero correr para Ti
Pois capturaste-me
No teu sorriso
Fui capturado para dentro de Ti

E assim passam os dias do arco-íris perdido
E eis que surgem as noites das estrelas que dançam
E subo, escalo montanhas
E, no céu, relâmpagos apontam para Ti
No caminho, tropeço mas corro sempre
Em direcção a Ti
Pois capturaste-me
Nos teus olhos
Fui capturado para dentro de Ti

E chega o reino da noite aos céus
E os mares estão embriagados e rugem
Carruagens de Anjos colidem e eu choro
Corro e correrei sempre
Em direcção a Ti
Pois capturaste-me
Na tua alma
Fui capturado para dentro de Ti...


(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)

Nos Meus Braços...

Ela sorri como se o Céu tivesse descido à Terra
E o Sol ilumina-a tão radiantemente
Quisera eu que os meus desejos se tornassem realidade
E o meu coração não chorasse
Não há Felicidade sem Ela
Pois é Ela
Quem eu Amo, quem eu Amo de Paixão
Quero-te tanto nos meus braços
Junto ao meu coração
E tanto luto todos os dias
E o meu coração não A esquece nunca
E continua a verter lágrimas na solidão
Porque é Ela a minha adoração
Não há Felicidade sem Ela
Pois é Ela
Quem eu Amo, quem eu Amo de Paixão
Quero-te tanto nos meus braços
Junto ao meu coração...


(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)

Senhora do Meu Coração...

Se eu te contar um segredo
Prometes não contá-lo a mais ninguém
Guarda-lo-ás e mantê-lo-ás vivo, em ti?
Porque este vazio no meu coração
Não me deixa dormir
E não consigo estar sem ti ao meu lado
Neste mundo em rotação
Porque ele não pára de rodar
E o meu coração não pára de bater
Por tanto Te Amar
Porque o Amor vence tudo
E nesta intersecção de cruzamentos horizontais e verticais
O único caminho de que estou certo
É o que me leva em tua direcção
Como o som das asas
Do voo de uma ave
Que, no Ar, te transporta a minha oração
Sem nunca nem olhar para o chão
Até Ti e ao teu coração
Pois o Amor é como uma queda d'água
E a corrente do rio que se apressa em cima
É exactamente a mesma que acalma depois de cair
E o meu rio segue sempre em tua direcção
Pois o Amor vence tudo
E tudo conquista o Amor
E tu és a Senhora do meu Coração...



(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Mais Um Dia...

Mais um dia sem ti
Contigo dentro de mim
Estes dias são os mais solitários que alguma vez tive
Mais um dia sem ti
E dias assim deveriam ser banidos
São dias que não quero mais
Os dias mais solitários da minha vida...

E dias sem ti
Nem deveriam existir
São dias dos quais nunca sentirei falta
Mais um dia solitário
A pensar em ti
E a olhar a Lua sozinho
São os dias mais solitários da minha vida...

E se partires, quero partir contigo
E se o Mundo acabar, quero estar ao teu lado
Toma a minha mão e leva-me contigo
Para longe dos dias mais solitários da minha vida...
Mais um dia sem ti...
Mais um dia em que agradeço ter sobrevivido...



(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)