sexta-feira, 31 de março de 2006

domingo, 26 de março de 2006

V For Vendetta - V de Vingança




"People should not be afraid of their Governments. Governments should be afraid of their people."
"As pessoas não devem recear o Governo. O Governo é que deve recear as pessoas."

FREEDOM! FOREVER!
LIBERDADE! SEMPRE!

Passado na paisagem futurista de uma Grã-Bretanha totalitária, V For Vendetta - V de Vingança conta-nos a história de Evey (NATALIE PORTMAN), uma jovem aprazível que é salva de morte certa por um homem mascarado (HUGO WEAVING). Identificando-se apenas como “V”, o mascarado revela um carisma incomparável e um talento extraordinário na arte do combate e da astúcia. V desencadeia uma revolução quando insta os compatriotas a lutar contra a tirania e a opressão. Mas ao descobrir a verdade sobre o misterioso passado de V, Evey toma também conhecimento da verdade sobre si mesma e emerge como imprevisível aliada de V, no seu plano para devolver a justiça e a liberdade a uma sociedade afligida pela crueldade e pela corrupção.

A Warner Bros. Pictures apresenta, em parceria com a Virtual Studios, uma produção Silver Pictures em associação com a Anarchos Productions Inc.. V For Vendetta - V de Vingança conta com o desempenho de NATALIE PORTMAN, HUGO WEAVING, STEPHEN REA e JOHN HURT. Realizado por JAMES McTEIGUE, o filme é produzido por JOEL SILVER, os IRMÃOS WACHOWSKI e GRANT HILL a partir de um argumento dos IRMÃOS WACHOWSKI, baseado em personagens de revistas publicadas pela VERTIGO/DC COMICS.

"Remember, remember, the 5th of November..."

Ontem, dia 25 de Março de 2006, dia do meu 33.º aniversário, aproveitei para ir ver este excelente filme: V For Vendetta.
A minha paixão por comics e graphic-novels, o facto do argumento ser dos 'manos Matrix' e baseado na graphic-novel do Alan Moore - um nome inultrapassável no que se refere a transformar verdadeiramente os comics na 8.ª Arte -, a temática que eu conhecia já da BD, anarquista e de combate a todo e qualquer totalitarismo que limite a Liberdade do ser humano através de sistemas de Governo paternalistas, corporativos e supostamente protectores, atraíram-me a uma "sala de cinema perto de mim" para matar a curiosidade. E gostei!
Devo dizer que não foi o espectáculo de efeitos especiais de que estava à espera, estando envolvidos os Wachowsky. Mas depois dei por mim a gostar verdadeiramente do filme pela história, pelo argumento, pelas similaritudes que (preocupantemente) encontramos com o Mundo e acontecimentos actuais, pela envolvência em que nos vemos mergulhados ao tentar compreender os motivos do terrorista/libertador V.

E é ao longo do filme que as vamos descortinando, adivinhando e errando (?) algumas vezes... As razões que o levam à Vendetta-Vingança poderiam até ser egoístas, de ordem pessoal, mas vamos percebendo à medida que o filme avança que tudo depende verdadeiramente da perspectiva de cada um... mesmo em termos do carácter dúbio e ambivalente de terrorista/libertador. V é uma máscara, um mimo, sem-rosto, um herói anti-herói, o único sobrevivente de experiências químico-biológicas do Governo fascista do Alto-Chanceler Sutler, um membro do Partido Conservador que, tal como Hitler, ascendeu ao poder por culpa de todos, por medo de todos como consequência dos ataques terroristas e do sentimento geral de falta de segurança; Evey é uma rapariga nova, bonita, empregada na BTN (descendente da BBC) e , pelo que nos é dado a ver no desenvolvimento do filme, 'conformada' apesar das tragédias do passado que vitimaram os seus pais e irmão. Sem darem por isso, um e o outro acabam completando-se, complementando-se, ajudando-se. Evey diz a V, a certa altura: "Como podes ser a coisa mais importante que me aconteceu na vida e eu nem conhecer o teu rosto?". V, sem ceder ao intento de Evey de lhe retirar a máscara, responde: "Eu não sou mais o rosto que se esconde por baixo desta máscara; tanto como os músculos que a fazem mover, tanto como os ossos que sustentam esses músculos..." . E quando, com o corpo crivado de balas, numa das cenas finais lhe perguntam "Porque não morres?!"... V responde: "Eu sou uma ideia, e as ideias não morrem!"

Tal como Evey diz no final do filme: "V sou eu, és tu, somos todos nós".

FREEDOM! FOREVER! LIBERDADE! SEMPRE!

Site do filme: http://vforvendetta.warnerbros.com/