quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Rosa-Poema

Gotas de orvalho
Nas tuas pétalas ainda molhadas
São gotas de sangue
São lágrimas choradas

Os teus espinhos que me ferem
E são a minha dôr
Eterna no coração
Eterna como o Amor

Em ti, rosa, bela flôr
Encontro-me a mim
E descubro a minha dôr

Em ti, rosa, bela flôr
Encontro-me a mim
E descubro o meu amor

Choro ao te olhar
Porque o teu verbo é Amar
Recordo-me de um outro tempo
Recordo-me de te sonhar

Agora que só a ti conheço
Continuo a chorar
Mesmo derramando lágrimas
Não lamento só saber Amar

Tu, rosa, és o Sofrimento
Tão bela e tão pura
A tua beleza é o meu tormento

Tu, rosa, és o Amor
Tão bela e tão pura
Não há beleza sem dôr...

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