segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Oh Morte, Vem A Mim!

(20-06-2008)

À noite só choro!


Oh Morte, vem a mim!
Sê a única para mim, a única que fica.
Os meus rios congelaram, desviados do rumo,
E as sombras que me rodeiam entristecem o meu coração.


Oh Morte, vem a mim!
E fica do meu lado. Ouve como choro!
Na tristeza me envolvo, no seu véu de lágrimas,
E a dôr que sinto paralisa o meu mundo.
O meu mundo é agora frio...


Nesta vida, falhei.
Durante anos, vagueei.
Congelado no Tempo... deixado para trás...
O arrebatamento da dôr é a única coisa a sentir
O arrebatamento da dôr é tudo!


Por detrás da sombra da vida, as esperanças perdidas sofrem.
Busco a noite e espero encontrar Amor...
E assim me afogo no silêncio da curta eternidade da vida.
As lágrimas preenchem o vazio do meu coração que vagueia...

Toma-me nos teus braços, deliciosa tranquilidade!
Dá-me um mundo de paz radiante!
Acalma o grito desesperado do meu coração!

Oh Morte, vem a mim,
Salva-me deste mundo vazio e frio!
Oh Vida, foste tu quem me matou,
Poupa-me deste lago de misérias!

Em Vida, choro, e voo para longe...
Escolhi cair dentro destas muralhas.
O arrebatamento...
O arrebatamento da dôr é tudo!

Oh, derrama então uma lágrima pela perda da Inocência,
Pelos espíritos esquecidos que sofrem... em nós.
Chora pelo coração que se rende à dôr,
Pela solidão dos que ficaram para trás!

Contempla a dôr e sofrimento do mundo,
Sonha-me um lugar fora deste pesadelo.
Dá-nos Amor e Unidade, no âmago do coração da noite!
Oh Morte, vem a nós, e dá-nos Vida!

Neste mundo de dôr, melhor estarei morto!
Dá-me Amor, ou então dá-me... Morte!

Oh Morte, vem a mim!
Porque eu te convoquei!

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