segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Só O Amor É Eterno...

(20-06-2008)

Chorei um rio para tu nele poderes nadar
E saberes como me sinto por dentro
Sonhei uma visão para tu poderes ver
Que a Noite é a única chave que abre as nossas almas
(E o som de gritos silenciosos é ouvido nos céus)


Eu vi o Céu dormir
E nós dois sentimo-lo adormecer
E vi anjos chorar, chorar porque somos Humanos
E Deus condenou-nos a sermos escravos do Medo e da Dôr
(Um Deus que não é Bom e, sim, Insano!)


Eterno, assim parece o Tempo,
Mas apenas o Amor pode reclamar tal título
Enquanto a Escuridão sobe para o Céu
E abraça as nossas palavras
(Pois o seu Verbo nada mais é agora do que uma promessa quebrada)


Amaldiçoemos, pois, a Luz
E mergulhemos na Noite
Pois só na Noite infindável seremos Livres
Abracemos a Dôr, beijemos as nossas Lágrimas!
(Sigamos o Vento que leva os nossos Medos, sigamos os Sinais)

A Noite, sei eu, salvar-nos-á
Em Fogos que ardem vivos, azuis
Que no final queimarão tudo
Como o sopro do Dragão quando nos chama
(Olhai as tempestades apoclípticas de silêncio torturado!)


Eterno, assim parece o Tempo,
Mas apenas o Amor pode reclamar tal título
Espalhai esta mensagem pelas Estrelas
Oh Anjos que por sobre as montanhas choram por nós...!
(Voai, espalhai pelas Estrelas que apenas o Amor é Eterno...!)

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