Atormento-me no tormento
Do porquê, do lamento,
De te querer, de não te ter,
Da minha alma, sem o saber,
Já pertencer ao teu Ser
Julgando eu que ainda era só minha...
Queria o mais alto que pudesse, me erguer
Para, tudo em ti, por dentro me poder ver
E de onde quer que estivesses, me poderes abater,
E eu do alto cair, cair entregue a ti,
Ferido de morte, ferido de prazer,
Nas escarpas mais afiadas, feliz pelas tuas mãos morrer
Com os ossos quebrados, a carne rasgada
O envólucro que é o corpo, destruído e doado a ti
Porque te amo mais alto do que de onde caí
Porque a Alma ama, eterna, sem fim
E aí, sozinho comigo, expirando e cuspindo sangue
Apenas um pensamento ter: "SOU METADE SEM TI..."
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