Perdido na luz do pôr-do-Sol...
Porque teria o Sol que se pôr? Talvez fosse dormir. Afinal, também precisava de descanso. O dia todo a brilhar sempre, em qualquer parte do Mundo... Mas não lhe era nunca permitido descansar.
E continuava a olhar para ele à medida que desaparecia. Deixava-se banhar pelos jorros constantes, cada vez mais fracos, do amarelo doce do entardecer.
"Não vás...". Mas ele foi-se.
Todos os dias a mesma coisa. E todos os dias ele suspirava. Porque o deixava ele? Não saberia ele que a sua luz o aquecia e reconfortava? E todos os dias ele abandonava-o... A sua luz, o seu calor.
O mar escurecia rapidamente. Iria tudo dormir, descansar. Pelo menos aqui, nesta parte do Mundo. "Porque o Sol está a brilhar para outros, agora" .
Sim, tudo e todos descansavam... Todos. Menos ele. Ele iria cumprir o que lhe tinha sido determinado pelo Destino.
Apenas O tinha visto uma vez, ao Destino. Tinha o rosto escuro, escondido pelo manto que usava. E falou-lhe sem pronunciar uma palavra.
Havia quem não acreditasse no Destino mas, neste momento, o que interessava realmente isso...? Bastava-lhe saber que Ele existia...
...
Na cave escura apenas uma brecha de luz... E um par de olhos aterrorizados iluminado por ela. Ainda cheirava a gasolina e gases carbónicos no ar. A moto-serra estava pendurada, algures naquela escuridão, do outro lado, sempre presente. Só se ouviam as gotas de sangue a cair no chão empapado e frio...
...
"Já se foi...". Um esgar repentino no rosto... "Esqueci-me de limpar a lâmina..."
- Boa noite, Sol... - disse ele.
Porque teria o Sol que se pôr? Talvez fosse dormir. Afinal, também precisava de descanso. O dia todo a brilhar sempre, em qualquer parte do Mundo... Mas não lhe era nunca permitido descansar.
E continuava a olhar para ele à medida que desaparecia. Deixava-se banhar pelos jorros constantes, cada vez mais fracos, do amarelo doce do entardecer.
"Não vás...". Mas ele foi-se.
Todos os dias a mesma coisa. E todos os dias ele suspirava. Porque o deixava ele? Não saberia ele que a sua luz o aquecia e reconfortava? E todos os dias ele abandonava-o... A sua luz, o seu calor.
O mar escurecia rapidamente. Iria tudo dormir, descansar. Pelo menos aqui, nesta parte do Mundo. "Porque o Sol está a brilhar para outros, agora" .
Sim, tudo e todos descansavam... Todos. Menos ele. Ele iria cumprir o que lhe tinha sido determinado pelo Destino.
Apenas O tinha visto uma vez, ao Destino. Tinha o rosto escuro, escondido pelo manto que usava. E falou-lhe sem pronunciar uma palavra.
Havia quem não acreditasse no Destino mas, neste momento, o que interessava realmente isso...? Bastava-lhe saber que Ele existia...
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Na cave escura apenas uma brecha de luz... E um par de olhos aterrorizados iluminado por ela. Ainda cheirava a gasolina e gases carbónicos no ar. A moto-serra estava pendurada, algures naquela escuridão, do outro lado, sempre presente. Só se ouviam as gotas de sangue a cair no chão empapado e frio...
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"Já se foi...". Um esgar repentino no rosto... "Esqueci-me de limpar a lâmina..."
- Boa noite, Sol... - disse ele.

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