segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Acordo Para O Nada...
(05-08-2008)
Sem dormir, todas as noites
Penso em ti
E se os olhos acaso se fecham
Sonham contigo
E pesadelos tomam forma
Recordando-me da realidade
Sempre que os volto a abrir
Que é eu acordar para o Nada
Sem ti...
Oh Morte, Vem A Mim!
(20-06-2008)
À noite só choro!
Oh Morte, vem a mim!
Sê a única para mim, a única que fica.
Os meus rios congelaram, desviados do rumo,
E as sombras que me rodeiam entristecem o meu coração.
Oh Morte, vem a mim!
E fica do meu lado. Ouve como choro!
Na tristeza me envolvo, no seu véu de lágrimas,
E a dôr que sinto paralisa o meu mundo.
O meu mundo é agora frio...
Nesta vida, falhei.
Durante anos, vagueei.
Congelado no Tempo... deixado para trás...
O arrebatamento da dôr é a única coisa a sentir
O arrebatamento da dôr é tudo!
Por detrás da sombra da vida, as esperanças perdidas sofrem.
Busco a noite e espero encontrar Amor...
E assim me afogo no silêncio da curta eternidade da vida.
As lágrimas preenchem o vazio do meu coração que vagueia...
Toma-me nos teus braços, deliciosa tranquilidade!
Dá-me um mundo de paz radiante!
Acalma o grito desesperado do meu coração!
Oh Morte, vem a mim,
Salva-me deste mundo vazio e frio!
Oh Vida, foste tu quem me matou,
Poupa-me deste lago de misérias!
Em Vida, choro, e voo para longe...
Escolhi cair dentro destas muralhas.
O arrebatamento...
O arrebatamento da dôr é tudo!
Oh, derrama então uma lágrima pela perda da Inocência,
Pelos espíritos esquecidos que sofrem... em nós.
Chora pelo coração que se rende à dôr,
Pela solidão dos que ficaram para trás!
Contempla a dôr e sofrimento do mundo,
Sonha-me um lugar fora deste pesadelo.
Dá-nos Amor e Unidade, no âmago do coração da noite!
Oh Morte, vem a nós, e dá-nos Vida!
Neste mundo de dôr, melhor estarei morto!
Dá-me Amor, ou então dá-me... Morte!
Oh Morte, vem a mim!
Porque eu te convoquei!
Só O Amor É Eterno...
(20-06-2008)
Chorei um rio para tu nele poderes nadar
E saberes como me sinto por dentro
Sonhei uma visão para tu poderes ver
Que a Noite é a única chave que abre as nossas almas
(E o som de gritos silenciosos é ouvido nos céus)
Eu vi o Céu dormir
E nós dois sentimo-lo adormecer
E vi anjos chorar, chorar porque somos Humanos
E Deus condenou-nos a sermos escravos do Medo e da Dôr
(Um Deus que não é Bom e, sim, Insano!)
Eterno, assim parece o Tempo,
Mas apenas o Amor pode reclamar tal título
Enquanto a Escuridão sobe para o Céu
E abraça as nossas palavras
(Pois o seu Verbo nada mais é agora do que uma promessa quebrada)
Amaldiçoemos, pois, a Luz
E mergulhemos na Noite
Pois só na Noite infindável seremos Livres
Abracemos a Dôr, beijemos as nossas Lágrimas!
(Sigamos o Vento que leva os nossos Medos, sigamos os Sinais)
A Noite, sei eu, salvar-nos-á
Em Fogos que ardem vivos, azuis
Que no final queimarão tudo
Como o sopro do Dragão quando nos chama
(Olhai as tempestades apoclípticas de silêncio torturado!)
Eterno, assim parece o Tempo,
Mas apenas o Amor pode reclamar tal título
Espalhai esta mensagem pelas Estrelas
Oh Anjos que por sobre as montanhas choram por nós...!
(Voai, espalhai pelas Estrelas que apenas o Amor é Eterno...!)
Animais...
(20-06-2008)
É um desassossego
Deitar-me sem ti ao meu lado
É um tormento
Acordar sem ti ao meu lado
Querer tocar-te
Desejar-te
Beijar-te
Amar-te
Passar as mãos nos teus cabelos
Na tua cara
No teu corpo todo
Nas tuas coxas
Nas tuas pernas
Olhar os teus olhos
Enquanto te toco com os meus dedos
Ouvir os teus gemidos
Quando eles entram em ti
E te sinto escorrer de mim
Tal como as nossas bocas
Que escorrem nos nossos beijos
Longos, suaves e molhados
Nas nossas línguas que dançam
Em sintonia uma com a outra
Nas tuas ancas que se mexem
E me pedem que entre em ti
Nas tuas mãos que me agarram
E me conduzem
Para além da loucura
Nos cabelos que te agarro
E puxo
Quando entro em ti
E te possuo
Animal
Eu sou
Macho e fêmea
Somos nós
Nas estocadas de Desejo
Possuindo-te
Sentindo-te abrir mais e mais para mim
Indo mais fundo
Ao mais fundo de ti
E agarro os teus cabelos
Puxo-os de encontro a mim
E o teu corpo acompanha
Enterrando-me mais em ti
Indo ainda mais fundo
Encaixando um no outro
Em movimentos mais animais
Violentos
Ardendo os dois
Gemendo os dois
E a mão que não te agarra os cabelos
E os puxa
Toca os teus peitos
Agarra-os
Aperta os teus mamilos
E o meu corpo desce
E entra ainda mais em ti
Mais fundo
Mais molhado
Enquanto te mordo a nuca
Animal
Eu sou
Enquanto te possuo
E tu me possuis a mim
Vindo de encontro ao meu ventre
Violentamente
E mais dentro de ti entro
Animais
Somos nós
Quando nos amamos
Mais do que isso
Somos nós
Porque nos amamos
E nada é tão extasiante
Como possuirmo-nos
Um ao outro
Porque nos entregamos
A nós
Ao nosso fogo
Ao calor e arrepios que percorrem os nossos corpos
Animais
De encontro um ao outro
Mais fundo
Ainda mais fundo dentro de ti
Os cabelos que te agarro e puxo
O peito que te aperto
Os mamilos que te belisco
A nuca que eu mordo
O cheiro que exala de nós
As minhas estocadas em ti
As tuas ancas que se mexem contra o meu ventre...
Os dois, animais
Somos nós
Quando nos possuímos
E nos damos um ao outro...
E de movimento em moviemnto
Cadenciados
Animais
Mais dentro de ti
Mais fundo
Te agarro as ancas
E num só movimento
Entro o mais fundo que há para entrar em ti
Ouço o teu gemido
De dôr e prazer simultâneo
Porque sei que toquei bem fundo
Que estou profundamente dentro de ti
E acontece a explosão
A libertação
A dádiva de mim a ti
E é um êxtase carnal e espiritual
O que sinto
Porque não só te desejo como te amo
E ficarei dentro de ti
Aquecendo o teu ventre
Enquanto o meu corpo cai
Para cima de ti
E te beijo e acaricio
E sussurro
"Meu Amor... Como te amo e desejo..."
Fogo Que Ardia Nas Sombras...
(20-06-2008)
Nas escarpas, sentado estouAmaldiçoando os Deuses
"Porque me a tiraram?!
Malditos sejam!"
Agarro a minha cabeça com ambas as mãos
Soçobrado, vencido
Choro e soluço
Porque me levaram a minha Adorada...
O corpo dela, deitado no meu regaço...
Os olhos dela...
Os olhos dela eram Fogo que ardia nas Sombras...
Ardiam por mim...
Levanto os olhos cheios de lágrimas
E olho para o Mar...
Que lindo...
O mar e as lágrimas são um só...
Ao longe, tão calmo e tranquilo...
Ali em baixo, onde beija a terra
Rumorejante, furioso de espuma branca...
É tão lindo...
Mas não tão lindo quanto a minha Amada...
Nunca nada foi tão belo quanto a minha Adorada...
Não tão lindo quanto os seus lábios
Mesmo agora, azuis e frios...
Um beijo volto a pousar neles
Outrora tão quentes e macios
Eram Fogo
Fogo que ardia nas Sombras
Por mim
Quentes e húmidos
Buscando o meu carinho...
E os seus cabelos...
"Malditos sejam! Amaldiçoo-vos!"
E desta vez, respondem-me
No vento de tempestade que começa a soprar
Tornando-me quase impossível respirar
Nas gotas pesadas e geladas de chuva
Que se misturam com as minhas lágrimas
Nos meus lábios
E bebo, como se fosse dos lábios da minha Adorada
Os seus cabelos ruivos...
Passo as mãos nos seus cabelos
Como quando o Fogo ardia nas Sombras...
E ela me sussurrava
"Gosto tanto quando me fazes isso, meu Amor..."
Ajeitos-lhe no rosto molhado, frio, morto...
Um beijo lhe pouso na fronte
Como tantas vezes fiz
E mais uma vez passo as mãos nos seus cabelos
E limpo-lhe o rosto da chuva furiosa que cai...
O mar cresce, ruge como um monstro acabado de acordar
Trovões ribombam
Relâmpagos explodem no céu, escuro
Carregado de nuvens
"Malditos sejam!!"
E as mãos d'Ela...
Pousadas sobre o peito
Seguram o que eu lhe dei para todo o Sempre...
O meu Coração.
Sim, o meu Coração, agora junto ao dela, para toda a Eternidade
Nas mãos dela...
Aquelas mãos que tantas vezes me acariciaram, me tocaram o peito
E sentiram-no bater tantas vezes
Acelerado de Fogo, do Fogo que fazíamos arder nas Sombras
"É teu para todo o sempre, meu Amor..."
Aquelas mãos doces, que tantas vezes me arranharam
Intoxicadas de Desejo e dos fumos do Fogo
Agora seguram o que sempre foi d'Ela...
Junto ao peito
Este peito que tantas vezes acariciei
Agarrei
Onde repousava das minhas batalhas
O peito que Ela, tão doce e tão cheia de Desejo,
Me colocava nos lábios
Quente, macio
Fogo que ardia nas Sombras...
Dentro d'Ela, já não há o sopro quente
Que me embalava em sussurros
E quando nos beijávamos, respirávamos como um só...
Só o Coração d'Ela, agora frio
Por isso coloquei o meu, nas mãos d'Ela, junto ao peito
O meu ainda bate, ainda há uma réstia
Do Fogo que fazíamos arder nas Sombras...
O seu ventre não mais será conforto para mim
Nem as suas ancas para mim mais dançarão
Nem voltarei a ouvir os seus gemidos
De prazer
Do nosso Fogo que ardia nas Sombras...
Passo as mãos no seu corpo
Morto, frio, o corpo da minha Amada
Um último beijo
Pouso nos seus lábios
Outrora tão quentes e macios
Buscando os meus e querendo beijar todo o meu corpo...
E um último abraço Lhe dou
Tão forte quanto o nosso Fogo que ainda arde nas Sombras
Apesar da tempestade furiosa, do frio, da chuva
O nosso Amor é mais forte que isso
E é tão forte que a abraço
Abraço bem junto a mim
E sinto o meu Coração, nas mãos d'Ela
Esmagar-se de encontro aos nossos peitos
E tão forte é o abraço
Que sinto as nossas costelas quebrarem
Os ossos rasgarem a carne dos nossos peitos
E interligarem-se, como um só...
Tão forte é o abraço que Lhe dou
Que agora somos um só corpo
O meu sangue quente corre no corpo dela
E os nossos corações são um só
E ela abre os olhos, por um segundo
Olha-me... e sorri...
Como quando o nosso Fogo ardia nas Sombras...
"Meu Amor... Amo-te...
Agora vamos, minha Adorada...
Partamos."
E, juntos os dois, ligados por ossos e sangue
Abraçado a Ela para toda a Eternidade
Saltei para o mar que rugia lá em baixo
Furioso e rugindo...
E no caminho, enquanto o nosso peito respirava
O Nosso último suspiro
Sorri...
O nosso Fogo arderia para sempre nas Sombras...
Uma Estrela...
(20-06-2008)
Alcançar o Espaço...
Como eu queria que uma estrela
Brilhasse tanto e tão intensamente
Que lançasse um raio
E me fulminasse!
Mas depois, penso
"E então...?"
Que ela brilhasse, então, tão intensamente
Que espalhasse um pouco do seu calor
E luz milenar
Por sobre este corpo
Que brilhasse tão intensamente
Que me enchesse da sua Sabedoria de milhares de milhões de anos
Que eu fosse apenas um receptáculo
De bondade e energia cósmica
E sentisse um pouco do que sinto
Quando faço Amor contigo...
Ao olhar para ti, ao sentir-te
Quando nos amamos no escuro
Algo brilha assim tão intensamente
Quanto uma estrela...
Tu irradias luz...
Ardor...
(20-06-2008)
Na carne que me arde de desejo
No corpo que não consegue estar quieto
Queria a tua língua
Tocando, lambendo, provando-me
Conduzindo-me a ti
Nas tuas mãos e boca
Nas unhas que me arranham o peito
Nos dedos que me tocam
Me enlouquecem de desejo
Quero-te a ti
Neste calor que sinto dentro
Cheio de vontade de entrar em ti
No teu calor, húmido, molhado
Onde eu encaixo perfeitamente
Onde eu vou fundo
Quando te levanto as pernas e as abro
Para entrar mais em ti
O suor que escorre de mim para ti
Em gotas que caem no teu corpo
E se tornam no nosso cheiro...
As minhas mãos não conseguem parar de tocar
O meu corpo de te desejar
É um Fogo que arde por Ti e em Ti
Tenho vontade de me ferir
De rasgar e cortar o meu corpo
Para sentir algo que ultrapasse este ardor...!!
Quero dôr, a dôr que sinto
Quando te penetro e sei que fui ao mais fundo de Ti
Quando o meu sexo te toca dentro, bem dentro do teu ventre
E eu te sinto nele todo
Enlouquecendo-me
Ardendo em mim
Nesse calor que tu sentes por mim
Nesse fogo que tens e sentes dentro de ti por mim
Um beijo... os nossos beijos...
Tão quentes e molhados
Tão suaves e animalescos
Como quando fazemos Amor
Carinho e brutalidade
Vida e Morte
Desejo e Loucura!!
Esta Paixão arde em mim todo
No cérebro
No rubor do meu rosto
Nas costas e peito
Na respiração acelerada
No sangue que me foge da Razão
E desce para o meu Desejo...
Ahhh que dôr não te ter nos meus braços
Como quando te tocas para mim
Te libertas e te dás a mim
E eu te agarro, te aconchego
Te beijo e te digo "Meu amor mais lindo..."
Ahhh lágrimas que correm!
Como eu queria que fossem gotas de sangue
Como aquelas que marcaste no meu rosto
A sangue vivo...
Queria feridas tuas em mim
Rasgões em sangue, feridas abertas ao céu e ao calor
Que ardessem e doessem e eu não sentisse mais nada
Arranhões profundos
Para te sentir mesmo quando não estás comigo
A arderem como ardo agora
Aqui, eu ardo!
Sem ti
E sem o teu corpo, a tua voz
O teu toque e cheiro...
Sinto que estou a enlouquecer!
Quero-te tanto!
Amo-te tanto!
Meu deus... que loucura...
Por ti
Pela mulher que amo e tanto desejo...
No Silêncio...
(19-06-2008)
Na escuridão que sinto quando fecho os olhos
No vazio que sinto
Nas imagens em que só tu me apareces
No silêncio...
Nas curvas do teu corpo quando me toco
No nada que atinjo quando estico a mão para te tocar
No teu cheiro e nos teus sons
No silêncio...
Nos meus lábios, o teu sabor
Nos meus olhos, o teu olhar
No meu espírito, só tu
No silêncio...
Arranho-me, agarro-me
Para te sentir aqui presente
No meu corpo, só te quero a ti a tocar
No silêncio...
Tu És Tudo
(18-06-2008)
Tu és tudo...
Tudo és tu
As lágrimas, a saudade,
Todos os segundos que passam
E penso em ti
Todas as caras com que me cruzo
E nenhuma delas és tu
Todas as vozes que ouço
E nenhuma é a tua
O vazio que fica em mim
Sem ti
Não imaginar mais futuro
Que não te tenha ao meu lado
Tu és tudo
E tudo és tu...
Êxtase...
(18-06-2008)
O Desejo é perpetuado num delicioso e molhado beijo com sabor a ti...
A Morte, de vestido negro fatal, encontra-se a si mesma no delírio sensual de si...
Lasciva se movimenta e sussurra: "Vem ao meu beijo mortal...
Cercados estaríamos no Céu, pois que é aqui, na Terra, que nos encontramos..."
E, gravitando em redor um do outro,
Eu e tu
Numa dança cósmica de Viver e de Morrer
Em corpos suados, que se atraem
Consumidos e ardendo no Fogo ancestral
Onde se apresentam ironias e magias num Desejo fatal...
Como se, dentro de Tudo, tudo se envolvesse em si
Numa nuvem de tempestade cinzenta
A qual, saturada, deitará para fora gotas cristalinas e tão puras
Como o Sangue escuro e espesso que nos corre nas veias
Como o suor salgado que escorre dos nossos corpos
Que bebemos um do outro, que esfregamos em nós
E eu entrego o meu corpo a ti, abandono-me e deixo-me ir
Beijamo-nos, provamo-nos, saboreamo-nos
Numa entrega que eu nunca senti
Em que o prazer vai para além do corpo físico
Em que me fazes sentir coisas que nunca pensei pudesse sentir
Como homem
Porque é um delírio de puro prazer...
É um êxtase só de pensar,
Porque de mim consegues fazer-me abandonar
Porque eu arrepio-me só de sentir o teu toque, ao me lembrar
Como se fosses uma extensão de mim
E eu, de ti
Em espírito, na alma e corpo
Porque toco-te e sinto como se soubesse como te tocar
E fecho os olhos e sinto como se fosses tu a me acariciar...
Arrepio-me, suspiro e só desejo te beijar...
E o teu cheiro é o meu/teu cheiro, nem tenho que o imaginar...
Está em mim, à minha volta, sem eu saber se é em mente
Ou já és tu que te entranhaste (voluptuosa e deliciosamente) em mim...
Que delírio, êxtase, prazer me fazes sentir...
Será possível uma coisa assim...?
Deitados os dois
Enquanto colocas o teu corpo por sobre mim
E vais subindo, beijando e provando
Subindo, e eu dando-me e entregando-me
Subindo, até as tuas coxas estarem ao nível do meu olhar
E, lentamente, as tuas ancas começam a descer
E as tuas pernas afastam-se
E pousas o teu sexo
Por sobre a minha boca
Agarras e esticas os meus braços e...
(Fêmea!, mulher que tanto adoro
Que de tanto querer te faço sofrer!)
Desces o teu ventre e fazes-me dar-te prazer
Com a minha língua e os meus lábios...
Sou teu, entrego-me, sou teu escravo
E toda a minha existência a passaria assim,
A minha boca saciando-te
E eu, sem qualquer alimento que fosse
A não ser o que escorre de ti
Os teus fluidos de Desejo e Prazer, por mim
As tuas coxas apertando-me
Completamente teu
À mercê dos teus movimentos de fêmea
Em cima de mim, na minha boca que é só tua...
E é simplesmente sublime
Quando, no meio do êxtase sensual que sinto,
Me permito olhar para ti
E vejo as tuas expressões do prazer que te estou a dar
O teu peito que quero apertar e tocar
O teu ventre que se liberta e dança
A curva que fixo na anca que lentamente balança
E os teus olhos que olham os meus...
E então (delírio!) libertas-me os braços,
(Instintivamente:
um envolve a tua coxa, afastando-a
para a minha língua, em ti, mais profundo dançar;
o outro estica-se em direcção ao meu céu -tu!-, procurando
o teu peito para o poder agarrar...)
Viras-te um pouco para trás
E uma das tuas mãos procura-me
E encontra-me... latejando de desejo e loucura por ti...
E é linda a dança dos nossos corpos
De prazer, delírio, de êxtase carnal
Sensual, animal
Porque mais nada existe a não ser nós os dois
E como nos entregamos um ao outro, sem Depois
Tu, fazendo todo o meu corpo se contorcer
Usas a tua mão, controlando-me e possuindo-me
Para eu te dar ainda mais prazer
Porque a minha boca e língua se abandonam ainda mais
Fazendo-te saber o que me estás a fazer sentir
E eu sou completamente teu
Na dança do teu ventre
Nas coxas que eu envolvo com os meus dois braços
Para mais dentro de ti a minha língua entrar
Para mais de ti os meus lábios poderem beijar e saborear
E contorço-me de puro gozo de ser totalmente teu
De serem as tuas mãos que me controlam
De serem os teus olhos que me vêem
E só para mim olham...
E então, novamente, me agarras os braços
Deixando-me à tua mercê
No teu sexo que dança na minha boca
No meu sexo que agarraste
Apenas para eu ficar com mais vontade de ti
Deixando-me mais insano
E passaria toda a minha existência assim,
Perdido de mim, louco de te querer,
Entregue em absoluto ao teu prazer
Saciando-te, saboreando-te, amando-te
Sujeito ao que me quisesses fazer...
Teu, numa extasiante embriaguez carnal
Do teu sabor, do teu cheiro, do teu toque
Dos nossos corpos que gravitam um em redor do outro
Em delírio de tanto nos querermos...
Imagens...
(18-06-2008)
No teu reflexo
Na imagem que captei de ti, da tua beleza
Feminilidade
A vontade de te perpetuar...
Como se isso só chegasse...!
Perpétua és tu no meu ser,
No meu corpo e espírito
A cada momento e em todos os momentos
No desejo permanente de te ver
Na ânsia sempre presente de te ter...
A Noite Inteira Em Ti....
(06-06-2008)
Sabes onde eu queria ficar a noite inteira...?
Em ti...
A teu lado, a tirar fotografias mentais de ti enquanto dormes
A olhar-te nos olhos enquanto fazemos amor...
A sentir o salgado do teu suor enquanto estou em cima de ti
A sentir o gosto da tua boca, lábios, língua, saliva, de todo o teu corpo
A sentir o teu cheiro a inundar-me as narinas
E a levar-me para onde nenhuma mulher me levou nunca
Para longe deste mundo, longe de tudo, onde só tu e eu e os nossos corpos e almas se fundem
Porque nos amamos
Porque eu te amo
Porque tu me amas
Porque não há nada de mais belo do que isso
Do que poder-to sussurrar ao ouvido
Nem que simplesmente num gemido
Arrepiar-me, adorar-te,
Amar-te
Aconchegar-te ao meu corpo, de modo a que nos encaixemos ainda mais
De encontro um ao outro
E ouvir a tua voz... rouca
A gemer
Baixinho
Os movimentos das tuas ancas querendo que te perfure
Que entre mais fundo em ti
Tal como eu quero entrar mais fundo em ti
Movendo-nos em uníssono
Sentindo-nos como só nós sabemos que nos sentimos um ao outro
Quentes
Molhados
Húmidos
A arder
A palpitar e latejar
A escorrer de desejo
A suar
O suor do teu pescoço na minha boca
Na minha língua e no fundo da minha garganta
Quando te engulo
No meu peito
Nas tuas coxas que me apertam os rins
De encontro ao mais fundo de ti
O teu cheiro que me leva ainda para mais longe
Que penetra as minhas narinas
Preenchendo-as absolutamente do único cheiro q existe para mim
O teu...
Porque assim também tu entras em mim
Nas moléculas salgadas do teu corpo
Nas feromonas que exalas, de desejo por mim
Em todas as curvas do teu corpo
Que parece ter sido feito para eu te amar
E só a ti
Porque só o teu corpo existe quando me deito sozinho
E penso "meu amor..."
Nos teus olhos
Que me olham inquisidoramente
Grandes e doces como duas amêndoas
Tentando saber o que vai dentro de mim
Olhando-me bem para dentro
Profundamente, indagando...
E que vês tu...?
O que eu te digo com eles.
E o que eu te digo com eles...
Não existem palavras
Porque só no meu olhar to consigo mostrar...
Ou pelo menos tentar...
Porque eles dirão sempre mais que palavras...
É no meu corpo que te entrego a minha alma
É no teu corpo que deposito o meu espírito
Em ti
Nessa tua pele que exala a metade de mim
No teu peito esmagado, agarrado...
Ou tão somente acariciado
Mordido, lambido,
Desejado...
(fecho os olhos... hummmm...)
E os teus gemidos...
Tu tentas silenciá-los
Mas eu ouço-os
Ouvi-los-ei sempre pois sou eu que estou ali
Contigo
A amar-te
A querer-te
A provar-te e saborear-te
A entregar-me total e absolutamente a ti
Pois que também eu gemo
Sem medo
Pois sei que sabes que eu te pertenço
E não há lugar algum que exista onde eu goste mais de estar...
Do que contigo
Dentro de ti
E tu dentro de mim
Respirando o mesmo ar
No cheiro que deixou de ser o meu e o teu
E passou a ser o nosso...
O nosso cheiro,
De dois corpos que entregam o que lhes vai dentro
Um ao outro...
Arrepio-me todo só de me lembrar...
(Fecho novamente os olhos e... hummmmmmmm...)
E continuo a arrepiar-me...
Isso é o mais lindo
Escrevo e sinto-me arrepiar
Uma e outra vez
E outra, e outra vez...
Exactamente como...
Quando fazemos amor...
