quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Sol Negro (tatuado)...

Brilha, brilha e arde no espaço
O Sol tatuado no meu braço
A estrela que me marca na pele a negro
Um passado que passou, não mais um segredo
Que delírio foi o meu
Nesta distância que nos separa
Que insano Fogo me queimou
E consumiu, mas que ainda arde e não pára?
A diferença, agora, é que ele arde de Prazer
De me sentir Vivo, de poder gritar VIVER
De Te Amar e de Te Querer
De fazer tudo para sorrires e não mais sofrer
Possamos nós encontrar um mar azul de ondas
Ou um lago cristalino com frescas sombras
Para a teu lado novamente descansar
E juntos, Meu Amor, em paz e sossego podermos mergulhar
O meu coração puro, despedaçado em estilhaços de cristal
Sempre renasceu, qual Fénix, do meu Fogo ancestral
O meu caminho estou a encontrar
Nesta vontade ardente de Viver, Lutar e Te Reconquistar...


(Não é por não Te ver que Te deixo de Amar...)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Entardecer no Tejo...

Lembro-me bem deste dia...
Um entardecer no rio Tejo, num dia em que vagueei sozinho o dia inteiro por esta cidade linda que é Lisboa.
Acabei por ir parar ao pontão do Cais-do-Sodré, exactamente para presenciar o pôr-do-sol... e o nascer da noite...
Senti uma paz e tranquilidade enormes enquanto fazia este desenho... Sabia que estava a fazer algo de criativo e a "marcar" na posteridade aquele momento que estava a vivenciar...
Adoro Lisboa e este rio que nos banha a alma...
O Tejo pode nascer em Espanha, mas todos sabemos que o Tejo é "nosso". É aqui que ele desagua, após tanto caminho percorrido e ultrapassado.
E foi dele que partiram os nossos navegadores para Descobrir o Mundo.
Foi ele que tornou Lisboa a "capital do Mundo", outrora.
E foi ele que recuou e investiu sobre Lisboa no Terramoto de 1755, naquele Domingo fatídico de 1 de Novembro, sobre essa "capital do Mundo", destruindo e arrasando edifícios belíssimos e sem par na época, subindo até alturas da actual rotunda do Marquês de Pombal.
Foi ele, também, que obrigou a reconfigurar toda uma zona marcante nessa Lisboa de outrora, no que ainda hoje chamamos Terreiro do Paço, memória colectiva alfacinha desses tempos em que o Palácio Real ali ficava.
E foi ele que, através das obras que esse tal Marquês colocou em marcha, fez nascer o que hoje chamamos a Baixa pombalina.
Foi uma parte da cidade e da nossa História que se perdeu, dessa "outra" Lisboa, para sempre, engolida pelo Tejo...

Pensando melhor...
Talvez o Tejo não seja "nosso", afinal...
Nós é que "somos" do Tejo...

sábado, 17 de novembro de 2007

Eu, Poema-Sol



Este sou Eu, em tudo o que sou, fui e serei...

Este sou Eu, um continuum de tudo o que soube, sei e saberei...
Pedante/diletante, humano arrogante;
Radioso/maravilhoso, Espírito que busca curioso;
Extasiante/iluminante, tão somente luz brilhante;
Impulsivo/introspectivo, espiral em disco rotativo
No limbo espácio-temporal,
Total, alienada e disfuncional
Energia irradiante, em busca constante
Nos sopros do Ar, nas correntes do Mar,
Nas montanhas e nos desertos,

Eu sou Fogo liberto
Por uma mística flauta distante...