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"People should not be afraid of their Governments. Governments should be afraid of their people."
"Remember, remember, the 5th of November..."
Ontem, dia 25 de Março de 2006, dia do meu 33.º aniversário, aproveitei para ir ver este excelente filme: V For Vendetta.
A minha paixão por comics e graphic-novels, o facto do argumento ser dos 'manos Matrix' e baseado na graphic-novel do Alan Moore - um nome inultrapassável no que se refere a transformar verdadeiramente os comics na 8.ª Arte -, a temática que eu conhecia já da BD, anarquista e de combate a todo e qualquer totalitarismo que limite a Liberdade do ser humano através de sistemas de Governo paternalistas, corporativos e supostamente protectores, atraíram-me a uma "sala de cinema perto de mim" para matar a curiosidade. E gostei!
Devo dizer que não foi o espectáculo de efeitos especiais de que estava à espera, estando envolvidos os Wachowsky. Mas depois dei por mim a gostar verdadeiramente do filme pela história, pelo argumento, pelas similaritudes que (preocupantemente) encontramos com o Mundo e acontecimentos actuais, pela envolvência em que nos vemos mergulhados ao tentar compreender os motivos do terrorista/libertador V.
E é ao longo do filme que as vamos descortinando, adivinhando e errando (?) algumas vezes... As razões que o levam à Vendetta-Vingança poderiam até ser egoístas, de ordem pessoal, mas vamos percebendo à medida que o filme avança que tudo depende verdadeiramente da perspectiva de cada um... mesmo em termos do carácter dúbio e ambivalente de terrorista/libertador. V é uma máscara, um mimo, sem-rosto, um herói anti-herói, o único sobrevivente de experiências químico-biológicas do Governo fascista do Alto-Chanceler Sutler, um membro do Partido Conservador que, tal como Hitler, ascendeu ao poder por culpa de todos, por medo de todos como consequência dos ataques terroristas e do sentimento geral de falta de segurança; Evey é uma rapariga nova, bonita, empregada na BTN (descendente da BBC) e , pelo que nos é dado a ver no desenvolvimento do filme, 'conformada' apesar das tragédias do passado que vitimaram os seus pais e irmão. Sem darem por isso, um e o outro acabam completando-se, complementando-se, ajudando-se. Evey diz a V, a certa altura: "Como podes ser a coisa mais importante que me aconteceu na vida e eu nem conhecer o teu rosto?". V, sem ceder ao intento de Evey de lhe retirar a máscara, responde: "Eu não sou mais o rosto que se esconde por baixo desta máscara; tanto como os músculos que a fazem mover, tanto como os ossos que sustentam esses músculos..." . E quando, com o corpo crivado de balas, numa das cenas finais lhe perguntam "Porque não morres?!"... V responde: "Eu sou uma ideia, e as ideias não morrem!"
Tal como Evey diz no final do filme: "V sou eu, és tu, somos todos nós".

FREEDOM! FOREVER! LIBERDADE! SEMPRE!
Site do filme: http://vforvendetta.warnerbros.com/